sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Carência

Tenho me sentido estranha ultimamente. Acho que tem a ver com a depressão. Mas, mais ainda com a carência.
Por todos os lados eu vejo muita gente, só que ninguém é. Me sinto sozinha mesmo estando no meio da multidão. Aí vem, o desespero. A sensação de que perdi todos em quem confiava. Tento racionalizar as coisas, solidão é uma coisa boa, pensava.
Espero que isso seja apenas momentâneo.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Growing Up

Bom, eu faria minha primeira postagem de texto agora. Porém, sinceramente, a cafeína me tirou a clareza dos pensamentos. Vou dormir, ou pelo menos tentar. Até mais.


Decidi voltar. Acho que ficou clara a época da minha vida, ou o humor que desfruto hoje. Confusão é a palavra adequada.
Minha melhor amiga me ligou hoje, faz tempo que não nos vemos. Ela é uma das poucas garotas da minha idade que considero, isso se não é a única. Foi ótimo conversar com ela. Lembramos dos tempos de criança, aí surgiu um tema, que é bastante extenso, mas que decidi falar sobre: “TRANSIÇÃO DA INFÂNCIA A VIDA ADULTA”.

Desde criança, tive muitos sonhos. Um deles era “nunca perder a inocência, a imaginação, os sonhos, e a simpatia de criança”. Infelizmente, não consegui realizá-lo. Eu olhava pros adultos e pensava, “como são chatos, arrogantes, e me tratam como um ser desprovido de cérebro, eu NUNCA quero ser assim”. O tempo passou, fui amadurecendo... Esqueci desses planos.
Há um ou dois meses atrás, estava conversando com minha professora de filosofia. Falávamos sobre ela se sentir uma velha num corpo de jovem, e acabei comentando sobre sentir o mesmo. O interessante foi, que ela concordou comigo. “Você tem uma cabeça de velha, Mariele”. Muitos odiariam ouvir isso, mas, isso me fez um bem gigante. E hoje, ouvi praticamente a mesma coisa, mas dessa vez, da professora de espanhol. Você não está sozinha nessa, pensei. Acabei comentando isso com essa minha amiga que me telefonou. Ela também tem uma cabeça de velha, deduzi que me entenderia. E acabei refletindo, em como as coisas passam rápido. Nós mudamos, sem perceber... Os sentimentos desaparecem, os vínculos com as pessoas são cortados. E eu perdi a imaginação, os sonhos de criança. Só me restaram a simpatia – que é o pior de tudo, acredito - , e um pouco de inocência. É uma transição e uma perda necessária. Mas, acho que não deveriam ser por completo. É preciso simpatia pra inocência, e imaginação pros sonhos. E de repente, eu acordei e percebi que talvez não façam mais tanto sentido assim, pra mim (uma coisa puxa a outra, isso me lembra a minha falta de “dom” pra dissertação, risos).
As coisas que um dia já foram exagedamente importantes pra você, com o passar do tempo, perdem a graça. Todos mudam. Eu perdi a mim mesma, naquela infância. A obrigação em ter independência me tornou mais forte, e pos meus pés em um solo mais firme.
Eu poderia fazer um livro, só sobre esse assunto. Mas prefiro concluir por aqui:
agora olho pras crianças, com o mesmo olhar que aqueles adultos detestáveis me olhavam. E é tudo tão natural, normal. A infância é mesmo, a fase mais feliz da vida.

Apresentação

Olá.
Meu nome é Mariele, e bom, não lhe interessa minha idade, risos.
Pretendo postar aqui, meus textos. Por três motivos, primeiro: preciso “por pra fora” meus feelings. Segundo: eu poderia contar a alguém ou até deixar tudo salvo em um computador, mas não estou afim de qualquer hora esse computador estragar e perder meus textos ou ficar salvando em pen drives. Terceiro: ainda tenho esperança de que alguém leia isso e se identifique comigo. Ounão. Ainda não sei se quero que alguém leia isso.
Antes de qualquer coisa, acho importante ressaltar que qualquer produção textual minha, tem muito a ver com o momento da minha vida. Tenho épocas em que me ligo mais a poesia (embora eu não seja um exemplo de poetisa), outras mais a prosa. E sobretudo minha ordem ou confusão nos textos depende disso. Até minha antipatia ou simpatia, é relativa, risos.
Pergunta clichê: “mas, por que um blog?”
Eu gosto de blogs. Simpatizo, não sei. Nada contra vlogs, seria até melhor, porque sou melhor falando do que escrevendo, mas tenho probleminhas com câmeras, risos.
Acho que por hora seria isso. Obrigada pela atenção, e volte sempre. Ounão.